terça-feira, 15 de outubro de 2013

Desemprego

No dia em que acabou a minha licença de maternidade fui trabalhar como era suposto, e no fim do dia o meu patrão chama-me ao gabinete e despede-me. "Tivemos uma redução muito grande de clientes e tivemos de cortar despesas, por isso hoje foi o seu último dia de trabalho." Assim pronto. Sem uma pessoa estar a contar, ainda com as hormonas todas descontroladas recebesse uma noticia destas. Se para uma pessoa em estado "normal" seria um choque, para uma recém mãe, com um bebé ainda tão pequeno para criar, com as contas já todas controladinhas a contar com o ordenado que de repente perde e numa fase muito sensível foi o descalabro. Fui-me completamente a baixo, foi daquelas noticias que não estava mesmo nada a contar (pelo menos não tão cedo, porque sabia que a empresa ia de mal a pior).
 Dois meses depois, fui chamada para uma entrevista para trabalhar num centro de saúde com contrato de trabalho de inserção (antigos pocs), fiquei com a vaga e cá estou eu, desempregada mas ocupada. Isto por um lado soa bem, na teoria é uma coisa muito boa, mas porque é que na prática comigo não está a funcionar como era suposto? Sinto-me feliz por estar ocupada, por estar a ganhar experiência, mas todos os dias vou trabalhar desmotivada, porque quer trabalhe muito bem quer não trabalhe o resultado será o mesmo, no prazo maximo de um ano venho embora. Temos de fazer o trabalho de uma funcionária de lá com a diferença de que independentemente do que se faça (e já vai da minha personalidade fazer tudo o melhor possível, não consigo estar lá e nao fazer nada) venho embora. Fazemos as 40 horas semanais, durante um ano e não temos direito a férias, temos só direiro a 8 horas mensais para podermos ir fazer procura ativa de emprego (que no meu caso não as uso porque faço a procura de emprego através de internet). Resta-me a esperança de arranjar trabalho o mais rápido possível.

Sem comentários:

Enviar um comentário